domingo, 28 de agosto de 2011

Espetáculo Trinca Mais Não Quebra DIAS 26,27 e 28 de AGO no teatro ICA


O projeto possibilitou uma real oportunidade de conhecer e descobrir as potencialidades artísticas das pessoas envolvidas na capacitação, que contou com noções básicas de teatro, produção executiva de eventos, técnicas em operação de luz e som e formação de plateias.
Sinopse
“Trinca, mas não quebra” é uma festa de casamento numa noite de Santo Antônio no sertão nordestino, mesclando de superstições e recordações lúcidas dos fogos de artifícios nas amarras de uma desesperada paixão entre dois adolescentes. A peça é um drama de fogueira no sítio Umburanas, quando Terezinha, uma noiva de 15 anos, descobre morrer de amor por seu ex-namorado que se faz penetra para resgatar publicamente o sentimento que o sufoca. Criando uma colagem de danças folclóricas e folguedos populares. É antes de tudo uma festa com cheiro de tragédia, daquelas contadas nos versos de literatura de cordel. Influenciado por ele, o espetáculo é um conto de São João com cheiro de milho assado. Onde tudo pode acontecer desde o corriqueiro incêndio de balão ao absurdo dos motes de cordel.

O espetáculo “Trinca, mas não quebra” tem texto de Eliézer Rolim e direção do teatrólogo Francisco Hernandez.
Assessoria

sábado, 27 de agosto de 2011

Criação de mandacaru (Zé Vieira)


Um poeta apaixonado
Canta as coisas da terra
Seu povo seu pé de serra
O tempo bom do passado
Mesmo estando afastado
Da família e do lugar
Sempre é bom se lembrar
Confesso que lembro tanto
Cante do jeito que eu canto
Pra não deixar de cantar.
Mandacaru 

Passeando na campina
Verdejante do inverno
Vi o sol trocar o terno
Vestindo a negra cortina;
Uma ave de rapina
Rainha do “alvoredo”
Lamentava num rochedo
A falta de claridade
Chora a noite com saudade
Do sol que dormiu mais cedo.
Mote:Fátima Marcolino
Glosa:Leo Medeiros


Eu não uso tatuagem
Nem qualquer pindurucai
Eu aprendi com papai
Preservar minha imagem
Pode parecer bobagem
Mais eu não quero mudar
Não sou de me infeitar
Com brinco,pince anelão
Sou matuto do sertão
Simples vou continuar.
Mandacaru






O sedutor sempre apela
Promete o sol e a lua
Pra ter a donzela nua
E tirar o melhor dela
Depois abandona ela
Vai aplicar outro golpe
Ela implora que ele volte
Mais ele lhe trata mal
Fingindo que não conhece
E a coitadinha padece
Sem sua pureza normal.
Mandacaru 

POETA ROSANETO NA REDE GLOBO

Tenho o imenso prazer em contar com estes poetas e, em especial, ao poeta Rosaneto que sempre marcou presença nas cantorias aqui no nosso bairro (Curió - Fortaleza). Não teme fazer cantoria. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sodade...







Agora bateu sodadi,
Sodadi das mai mió,
Sodadi das qui num dói
Nem tem gostu de jiló.
Nem tum poco matadera,
Daquelas qui da bobera,
Das lágrima vira suó.

Essa agora é da bunita,
É sodadi da gostosa.
Daquela qui imbriaga
Iguá a cheru di rosa.
Sodadi sim, di Rosinha,
Di Fátima, di Marinha,
Di todas, a mai dengosa...

Sodadi lá da fazenda,
Du meu jumentu increquêru,
Da professorinha linda
E du seu irmão fulêru.
Sodadi qui dá vontadi
Di vortar aquela idadi
I revê meu perdiguêru.

Sodadi du Padi Bentu...
Quandu eu era sacritão
Tirava da caixa, ismola,
E ia compra pião.
A Virgi mi perduava
Pru mode queu num robava,
Lhi pidia pirmição.

Sodadi du meu Padim
Leotéru do hoté.
Da voz da minha madrinha
Lhi chamandu: Coroné!
Du gostu du pão-di-ló,
Qui nunca vi mais mió,
Qui fazia a Izabé.

Sodadi du Livramentu,
Vitoria de Sto Antão.
Sodadi, êita sodadi...
Sodadi da istação.
Dos bigu feitu com graça
Quandu a maria fumaça
Partia lá pru sertão.

Sodadi dus meus parceru
Di fêra, di vaquejada.
Sodadi, êita sodadi
Das noiti iluarada.
Dos forró di pé di serra
Ondi a festa só si incerra
Cum a manhã quilariada.

Sodadi, êita sodadi...
Qui lembraça mai bunita.
Sodadi quandu é assim
É iguá laçu di fita.
Infeita um coração,
Dá vida, dá emução
E u coração parpita.

Purissu ficu filiz
Quandu sintu essa sodadi.
Qué coisa da mai bunita
Sitimentu di verdadi.
Eu rezu a Virgi Maria
Todu dia, Todu dia,
Pur essa capaciadi.

Di orguiu eu mi enchu
E assim prestu um tributu,
Agradicidu a meu Deus
Qui mi deu essi atributu.
Pur tudim, muitu obrigadu,
Muitu mai pur tê dexadu
Eu tê nacidu um matutu.

Valdir Oliveira
©Direitos reservados

POESIA DE ZÉ VIEIRA


Sertanejo vai pra festa

Dançar forró e xaxado

Depois de embriagado

Sobe junta ao tocador

Pede um bregão de amor

Canta até uma canção

De Luiz rei do baião

Dedica pra sua senhora

Todo sertanejo chora

Se não chover no sertão.

Mandacaru

POESIA DE ZÉ VIEIRA



Sertanejo vai pra festa
Dançar forró e xaxado
Depois de embriagado
Sobe junta ao tocador
Pede um bregão de amor
Canta até uma canção
De Luiz rei do baião
Dedica pra sua senhora
Todo sertanejo chora
Se não chover no sertão.
Mandacaru

domingo, 21 de agosto de 2011

Clube do Repente: ESSA É PARA TURMA DO CEARÁ, BARBALHA PODERÁ TER MAIS UMA ETAPA DO FESTIVAL DE REPENTISTAS.

Clube do Repente: ESSA É PARA TURMA DO CEARÁ, BARBALHA PODERÁ TER MAIS UMA ETAPA DO FESTIVAL DE REPENTISTAS.

A data para o acontecimento em Barbalha ainda não está confirmada pela organização

A terceira edição do Festival de Repentistas e Trovadores Patativa do Assaré vai passar por 20 cidades do interior cearenses. No Cariri, passará por Barbalha e mais cinco municípios cearenses nos próximos dias, são eles: Cariús, Saboeiro, Russas, Jardim e Juazeiro do Norte. As visitas acontecem a partir de hoje, com as primeiras apresentações na cidade de Cariús.

A data para o acontecimento em Barbalha ainda não está confirmada pela organização. Entre as atrações, estão confirmadas as participações de cordelistas, cantadores, violeiros e emboladores da cultura popular. A programação é gratuita e são realizadas nas praças das cidades. O festival é realizado pelo Instituto Internacional de Artes e Cantorias (Intercanto), com patrocínio do Governo Federal por meio do Ministério da Cultura.

sábado, 20 de agosto de 2011

Sesc - Serviço Social do Comércio

Sesc - Serviço Social do Comércio: Dia 22
Exposição AoGosto Popular Por Eliane Lobo

II Encontro de Repentistas do SESC CENTRO
Apreção Zé Maria de Fortaleza
Abertura com o Grupo Batuta Nordestina – “Em Ritmo de Cantoria”
Participação dos Repentistas:
Zé Vicente e Messias Soares
Chico Sobrinho e Rubéns Ferreira
Antonio Jocélio e José Eufrasino
Ari Teixeira e Marco Rabelo
Edmilson Saldanha e Rosaneto

Local: SESC Centro (Rua 24 de Maio, 692)
Horário: 19 horas